Mostrando postagens com marcador celular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador celular. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Galaxy S7 - O Melhor Custo Benefício de 2018


   A série S é a série mais bem sucedida da Samsung. iniciando no Galaxy S GT i9000 que concorreu com o iPhone 3GS, o visual de ambos eram parecidos, ambos em plástico, com o corpo meio arredondado e uma tela grande (para os padrões da época). No seu próximo celular a Apple elevou o jogo há um novo patamar, com um corpo de vidro, o visual do iPhone 4/4S era muito superior ao visual do Galaxy S2, mesmo assim o S2 foi um dos maiores sucessos da Samsung, pois trazia características superiores ao iPhone 4, como um processador dual core, uma câmera de 8MP, etc.
   A Samsung continuou com o corpo de plástico no S3 e nessa época a Apple trouxe o iPhone 5 com o corpo em alumínio, ai veio o S4 ainda com corpo de plástico e o 5S manteve o corpo de alumínio, a Samsung só "acordou" com o lançamento do Galaxy S5, que ainda era em plástico e perdeu em vendas tanto para o S4, quanto para o iPhone 6. Após o lançamento do iPhone 6, a Samsung lançou um intermediário premium, que foi analisado aqui, o Galaxy Alpha, embora as vendas do Alpha não foram tão grandes quanto as da linha S (principalmente pelo preço), ele mostrou o caminho que a empresa deveria seguir, sendo muito elogiado em suas análises, pelo acabamento.
   Em 2015 a Samsung finalmente "alcançou" e para alguns até superou a Apple e a HTC em qualidade de construção, lançando finalmente um celular potente com um corpo em vidro que realmente trouxe o aspecto premium que a linha S merecia. Porém houveram alguns retrocessos, como a perda do slot de cartão, perda da proteção contra água e esses erros foram corrígidos no Galaxy S7.

1- FICHA TÉCNICA

CORPO: Vidro com bordas de aço.
TELA: 5,1" Super Amoled, resolução de 2560x1440;
OS: Android v7.1 Nougat com Samsung Experience;
CHIPSET: CPU: Exynos 8890 (4x2.6GHz +4x1.6GHz), GPU: Mali T880mp12;
MEMÓRIA INTERNA: 32GB/64GB/128GB (Edge) 
MEMÓRIA RAM: 4GB de RAM
CÂMERAS: câmera traseira de 12MP F/1.7, estabilização óptica de 4 eixos, dual flash led, detecção de phase, grava em 4K. Câmera frontal de 5MP, grava em 1440p.
CONEXÕES: 4G, BT 5.0, NFC, USB-C, IR, GPS, GLONASS, BEIDOU.
BATERIA: 3000MAH  (flat) e 3600MAH (Edge) com suporte o Quickcharge.
EXTRAS: Resistente a água, leitor de digitais, suporte ao Gear VR, Alway on Display.


2-  DESIGN e QUALIDADE DE CONSTRUÇÃO
   Para a maioria dos usuários, é difícil distinguir as diferenças entre o S6 e o S7, realmenter ambos são muito parecidos, a maior diferença é que o S7 é um pouco mais "gordinho", ganhou 1 mm a mais para acomodar a bateria maior (3000mah no Flat e 3600mah no Edge) e perdeu o sensor de infravermelho que permitia controlar aparelhos via controle remoto.
   O Aparelho é bonito e mesmo após dois anos do lançamento, continua atraente, alguns reclamam que ele parece muito os iPhones, mas olhando de perto e atentamente, a maior diferença é a traseira que é de vidro. Ao contrário do S6, o bump da câmera é mínimo e a lateral é toda envolvida por uma cinta de alumínio.
   O aparelho possui proteção nível IP68, que teoricamente suporta até 30 minutos submerso em água doce.

3- TELA
A tela do S7 é uma das melhores do segmento, possuindo resolução quadHD (2560x1440) em uma tela de 5.1", ela têm 577ppi (a tela do Edge é maior com 5.5"). O brilho é bom, facilmente visualizada em condições extremas como sob a luz do sol, o consumo da tela em resolução máximo é alto, por isso desde a atualização para o Nougat a Samsung permite alterar a resolução para 1080p ou 720p, para economizar bateria.
A tela também suporta o Always on Display (tela sempre ligada), que mostra apenas a hora e as notificações, usando essa opção, notei um consumo em torno de 1 a 2% a mais por hora no consumo da bateria.
Outra opção interessante é a opção de passar a mão sobre o sensor e ele ilumina a tela rapidamente, mostrando a hora e as notificações, também há um LED indicando se há novas notificações.

4- BATERIA

   A bateria do S7 flat possui 3000mah, o consumo em standby é baixo, porém há um problema sério de temperatura, quando ela esquenta, o consumo é acelerado, se você tiver usando o Gear VR, ela esquenta bastante e chega a acabar em 1h30m, inclusive em fóruns online, vi muitas reclamações do pessoal que usava muito o Gear VR e pelo aquecimento constante e bateria inchou e trincou a parte traseira do celular, esse é um ponto para cuidar ao comprar uma unidade usada, são comuns o anúncios de celulares com a traseira trincada, a traseira no mercado livre pode ser achada por preços baixos, mas já inclua uma bateria, lembrando que ao abrir o celular, ele perde o selo de proteção IP68.
   A bateria em uso normal dura bem, é possível chegar tranquilamente ao fim do dia, se quiser um pouco mais de bateria pode pegar o Galaxy S7 Edge, que possui bateria 20% maior.
   Outros recursos interessantes, são o Quickcharge, é possível carregar 30% da bateria em 15 minutos (lembrando que o carregador turbo vêm na caixa do S7) e o carregamento sem fio, é possível encontrar o PAD sem fio da Samsung por até R$130 nos sites como OLX e Mercado Livre, mas o aparelho também suporta carregadores de terceiro, que são encontrados a partir de R$35,00. A Samsung possui carregadores rápido sem fio, que carregam completamente o celular em cerca de 3 horas (com o cabo a carga ocorre em cerca de 1h30), os carregadores sem fio comum, demoram bastante, carregando 20% em 1 hora.

5- CÂMERA
   Se têm um ponto em que o Galaxy S7 se destaca é em sua câmera, mesmo reduzindo a resolução de 16MP do S6, os 12MP do S7, possuem várias tecnologias que melhoram a qualidade da foto, a principal diferença é em pouca luz, a abertura de 1.7 permite uma entrada maior de luz, permitindo fotos superiores a qualquer outro celular de sua época e superior a qualquer intermediário de 2018 (que estão no mesmo preço do S7). A câmera possui estabilização ótica e possui o sistema dual pixel para foco, que acelera muito a focagem, mesmo com celulares mais novos sendo lançados, são raros os que focam tão rápido quanto o S7. A câmera possui ajustes manuais no modo pro e tira fotos em modo RAW, que pode ser tratadas no próprio celular com apps como Snapseed ou Lightroom.
   A câmera frontal da unidade que eu usei era muito ruim, o maior problema era o modo beleza ativado, mesmo quando era desativado manualmente, infelizmente esse problema aparentemente era de hardware, pois recentemente peguei uma unidade mais nova e vi que os novos (esse que peguei foi comprado em fevereiro de 2018, contra o antigo de Janeiro de 2017), na unidade nova a câmera frontal era nítida, na unidade antiga as fotos ficavam meio borradas, então na hora de comprar, se puder teste a câmera frontal. É interessante que a frontal têm um ângulo maior que o comum e permite tirar fotos em grupo mais facilmente, o problema é que quando vai tirar uma selfie, as vezes ocorre uma deformação nas formas do rosto, existe uma opção no ajustes para tentar corrigir o problema, mas algumas vezes não funciona e você precisa ficar afastando ou aproximando manualmente para ver onde fica menos deformado.
   A filmagem da câmera é muito boa, tanto em 1080p quanto em 4K a qualidade fica muito boa, o S7 usa uma mistura de estabilização digital e ótica que deixa o video realmente estável, eu tive alguns problemas como focus hunting (quando você está gravando e o celular começa a refocar no meio da gravação), mas com o foco extremamente rápido, não chegou a afetar a gravação. 
   Outras opções interessantes da câmera incluem a opção de fazer timelapse, onde o video é acelerado 8X e a opção de câmera lenta, na timelapse, achei a qualidade excelente, já na câmera lenta, a qualidade decepcionou, ficou inferior ao iPhone SE, fica visível deformações em forma do objeto, como se o celular gravasse em uma resolução menor e fizesse um upscaling para 720p. Outra opção que falta é a opção de gravar em 1080p@120fps como no iPhone, só grava em 720p@240fps.
   A Câmera frontal grava em 1440p e não possui estabilização ótica, como o foco é fixo, não há problema de focus hunting.
   Um problema que apareceu em alguns momentos, foi que após muitas filmagens, para comparar com o iPhone SE, o celular começou esquentar e por causa do calor o celular deu umas travadas e essas travadas apareceram no video, já tive vários outros celulares como o Z3 que esquentava bastante e até travava no viefinder, mas o video era gravado normalmente, no S7 essas travadas apareceram no video.   
   Uma opção muito útil é poder apertar duas vezes o home e ativar a câmera.

6- PERFORMANCE

   A performance do S7 no dia a dia é muito boa, o Android nunca travou, porém após a atualização para o Nougat, observei vários problemas como jogos e com alguns aplicativos como Snapchat e Instagram, que engasgavam, sem motivo aparente, testei os apps e jogos no meu S7 que tinha mais de um ano e para tirar a dúvida, teste no do meu irmão que têm menos de um mês de uso e os problemas com jogos se repetiram nos dois, jogos como Real Racing 3, Asphalt 8 e Disney Blitz, tinha problemas de performance que não existiam na versão anterior do Android, lendo reclamações similares no XDA, aparentemente o problema é com o driver de video do NOUGAT, todos esperam que esses problemas sejam resolvidos no OREO. As versões do S7 com Snapdragon (que não são vendidas no Brasil), não apresentaram esses problemas.
Mas para o usuário comum, esses problemas com jogo não afetarão no dia a dia, o celular atualmente está no android 7.0 e deverá receber até março o OREO que deve ser a ultima atualização (o aparelho foi lançado em 2016).
No Antutu o S7 faz cerca de 132000 pontos, o nível de desempenho fica na média do iPhone 6S, Moto Z1, LG G6 e Xiami MI6.

7- SOFTWARE
   A touchwiz foi renomeada e agora se chama Samsung Experience, no S7 temos a versão 8.3 e deverá receber a versão 8.5 quando for atualizado para o OREO. A interface já é conhecida, basicamente a mesma desde o Alpha. Algumas novidades incluem o Samsung Pay que permite realizar pagamentos sem usar o cartão, o suporte varia de banco para banco e agora inclui até suporte a ticket restaurante. É interessante notar que caso seja feita alguma alteração no aparelho o KNOX e o SAMSUNG PAY param de funcionar, então ao comprar o aparelho, abra o SAMSUNG PAY para ver se não foi feita alguma alteração no sistema. O Knox é um sistema da Samsung que permite que uma parte do aparelho fique protegida e possa ser usado por exemplo para trabalho, separado da parte pessoal.
   O leitor de digitais do S7 é a versão antiga e precisa ser apertado para ativar, nos modelos mais novos como no S8, basta tocar.
   Além do Always on Display que permite mostrar constantemente a data, hora e notificações na tela, é possível ativar uma função que ao passar a mão pelo sensor de luz ele ativa a tela rapidamente, similar a Glance do Galaxy S4 e dos Windows Phone, têm o Smart Notification, no qual o celular vibra quando você pega ele e possui alguma notificação. 
   Um app muito completo é o Samsung Health, ele permite fazer a leitura cardíaca, acompanhar exercícios, acompanhar corrida, fica ainda melhor com o uso de um smartwatch Gear ou uma Smartband da Samsung.
   O S7 é um dos poucos aparelhos da Samsung que suporta o Gear VR, inicialmente eu imaginava que o VR seria parecido com o Cardboard da Google, mas a qualidade é muito superior, devido a maior resolução (essa é a única utilidade de uma display maior que FullHD em um celular), os apps são excelentes, um dos melhores apps testados foi o Face Your Fears, que simula vários tipos de medos, alguns jogos também são interessantes, infelizmente o oculus não suporta os apps do cardboard, para isso é obrigatório comprar um App chamado Play Cardboard on Gear VR que custa R$6,00. 


8- CONCLUSÃO

   O S7 é hoje o melhor custo beneficio, pode ser facilmente encontrado na media de R$1500/1600 (novo) e R$1200/1300 (usado), com os novos intermediários como A8 custando até R$2700 é até estranho alguém optar por esses modelos mais novos, com o lançamento do S9 o S7 deve sair de linha, mas continua um aparelho excelente que deve durar tranquilamente mais uns dois ou três anos.
Outras opções incluem o Z1 (que possui desempenho similar, mas câmera inferior e bateria menor, porém suporta os snaps), o G6 (que custa na mesma média e têm uma câmera tão boa quanto o S7 e uma tela maior, porém a bateria é inferior) e o iPhone 6S (que possui câmera inferior, porém custa mais caro).







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Apple iPhone 6 em 2018

   Uma das dúvidas que mais ouvi nesse início de ano de 21018 é se ainda vale a pena comprar uma iPhone 6, com a queda de preços do modelo, chegando a faixa de R$1000/1100 usado, R$1200/1400 no Trocafone e até encontrado novo em algumas operadoras na mesma faixa de preço do iPhone SE (R$1500), muitos que sonham em ter um celular da maçã ficam na dúvida, vamos tentar esclarecer alguns dados.
  Lançado em Setembro de 2014, o iPhone foi uma grande mudança para a Appple, pois trouxe telas "grandes" para o sistema da maçã, sendo lançado nas versões de 4,7" e 5,5" (Plus), até hoje é um dos celulares mais vendidos da Apple, principalmente por ter recebido uma versão de 32GB para os mercados emergentes em 2017, que é a versão encontrada em algumas lojas de operadoras.


1- PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

- Corpo em metal, com 129g;
- Tela de 4,7" IPS LCD;
- 4G, Bluetooth4.2, NFC, Wifi, Lightining;
- iOS 11.2.5;
- Processador A8 dual core de 1,4Ghz, GPU PowerVR GX6450, 1GB de Ram.
- Câmera de 8MP com f2.2 flash dual color true tone, grava em 1080p@60fps e 720p@240fps, Câmera de 1.2MP com f 2.2, com HDR, grava em 720p.
-  As versões lançadas em 2014 vinham em 16GB, 64GB ou 128GB e em 2017 a Apple lançou uma versão de "baixo custo" em vários países emergentes com 32GB.
- Sensor de digital de segunda geração Touch iD.
- Sensor barométrico para elevação;
- Bateria de 1810mah;

DESVANTAGENS:
- Bordas grandes;
- Não possui entrada de cartões;
- Bateria fixa;
- Câmera saltada, que pode riscar caso o celular esteja sem capa;
- Câmera de 8MP (desde o iPhone 4S);
- Não grava em 4K;
-  Falta de estabilização ótica (disponível apenas no iPhone 6 plus);
- Não possui nenhuma resistência a água;
- NFC exclusivo do Apple Pay;
- É caro pelo que oferece;


   O iPhone 6 já está indo para o seu quarto ano e continua bem atual, como a Apple não atualizou muito o visual dos iPhones, ele continua com visual "atualizado", alguns acham bonitos, outros acham datado, mas eu acho atraente e com 129g, ele é extremamente leve, inclusive gerando os problemas de alguns aparelhos entortarem.
   Hoje o maior problema ao comprar um iPhone 6 usado é a bateria, porém as autorizadas da Apple até o final de 2018, estarão cobrando R$149,90 pela troca da bateria, o problema é a demora, aqui em Curitiba, a Omni (que é a única autorizada da Apple na cidade), demora cerca de 10 dias para receber a bateria, você vai na loja, deixa um sinal e quando a bateria chega, eles ligam, você vai lá e trocam na hora. Existem essas lojas que se dizem autorizadas como iPlace, iTelas, iStore, iFix, etc, mas sempre consulte no site da Apple as autorizadas da sua cidade, pois algumas dessas lojas são revendedores autorizados, mas não são assistências oficiais, um amigo por exemplo trocou a bateria do iPhone 6 na iTelas, além de pagar mais caro que na Apple, a bateria é de qualidade inferior, pois cai mais rápido e provavelmente vai deteriorar mais rápido.
   Outro cuidado ao comprar um iPhone usado é pedir a nota fiscal (pois muitos vendem aparelhos baratos lacrados que foram roubados de lojas ou de caminhão e esses aparelhos podem ser bloqueados), além de sempre colocar o seu chip e ativar o celular na hora, para verificar se não têm nenhum bloqueio no iCloud.

2- INTERFACE

O iOS sofreu uma grande alteração na interface com a introdução do iOS 8 que trouxe o suporte a telas grandes.

O iOS é bem simples de usar, tudo fica na tela principal, na home e pode ser organizado em pastas. No iOS 11, introduziram a nova central de notificações, que eu não curti, mas que infelizmente não pode ser alterada, preferia a interface anterior, que parecia a do Android.


O maior problema da nova central de notificações, é que ela parece a tela bloqueada, confundindo em alguns momentos;
Deslizando de baixo para cima temos a central de controle, que é bem simples.
Uma coisa muito interessante do iOS é que os aparelhos são atualizados por no mínimo 4 anos e todos os aparelhos têm a mesma interface, então se você troca do iPhone 5S para um iPhone X, terá a mesma interface. Ao contrário por exemplo do Android, onde um S7 têm uma interface diferente do S8 ou um G6 é diferente do G5 e onde na maioria das vezes o aparelho recebe atualização por no máximo 18 meses.
   O iOS possui um recurso muito bom chamado touch to top, onde ao tocar no topo da tela, em qualquer app, você sobe para o ínicio do aplicativo, por exemplo se você está navegando em uma página da internet e que subir pro início, é só clicar no topo, se você está no Whatsapp e quer subir para a primeira conversa, pode tocar no topo e vai pro início.
Outra característica interessante é o "handoff", ele permite que você comece uma tarefa em um aparelho e se tiver outro aparelho com iOS ou MacOS pode continuar nele, por exemplo você pode começar digitar um texto no iPhone, e continuar em um iPad ou Mac, por exemplo, assim como o Google Drive, o iCloud tb salva algumas informações de aplicativos na núvem permitindo a sincronização com múltiplos aparelhos, por exemplo eu consigo jogar o Clash Royale no iPhone e no iPad com o mesmo SAVE.
   Se você é o chefe de família e possui filhos, marido ou esposa, pode criar uma conta principal e outras contas familiares, inclusive para filhos menores de idade, pode comprar um aplicativo no celular principal e compartilhar com a família, assim como assinar uma conta família do Apple Music. É interessante que se um filho seu tenta comprar alguma coisa, você recebe uma mensagem perguntando se autoriza ou não a compra.
   Outra evolução do iPhone 6 é o Touch iD, o sensor de impressões digitais, hoje ele pode ser usado para compras e outras autorizações no iPhone, incluindo por exemplo o acesso a apps de bancos.
   O leitor do iPhone é um dos melhores da atualidade, eu raramente tenho problemas com ele, ao contrário dos leitores de outras empresas como a Samsung, no S7 era comum apertar o botão e ele dizer que não foi reconhecido, ai você tocava novamente e ele reconhecia, no iPhone nunca tive problemas com o reconhecimento dos dedos, inclusive a Samsung usou o sensor igual dos iPhones no S8, até o S7 você precisava apertar o sensor para ele acordar, já no S8 e nas linhas 2017, o sensor é sempre ligado igual o dos iphones, onde você não precisa apertar, é só tocar.
O Safari é um dos melhores navegadores móveis da atualidade, acredito que só perde do Samsung Browser e se você usar o plugin do iCloud no Chrome do PC, pode sincronizar abas e favoritos entre o iPhone e o PC.

3- BATERIA

A bateria do iPhone 6 é razoável, em boas condições ele dura bem e supera vários concorrente mais novos, recentemente eu estava usando um S7 e tive que vender pela bateria ruim, em uso normal ela durava igual a do iPhone 6, mas usava um pouco o S7 e a bateria drenava, até levei na Samsung achando que era algum problema, mas disseram que ela estava normal e que para uma bateria maior eu deveria pegar o S7 Edge. Vendi o celular e voltei a usar o iPhone 6, no geral a bateria dos iPhones têm uma duração meio parecida desde o iPhone 6, passando pelo 6S, 7 e até o 8, se a pessoa precisa de uma bateria maior têm duas opções, usar o iPhone Plus ou usar o iPhone SE.
O iPhone vêm com uma bateria de 1810mah, o aparelho que eu peguei e levei na Apple, estava com uma bateria extremamente ruim com apenas 500 mah, vocês podem testar a bateria usando o aplicativo Battery Life, esse app mostra a degradação da bateria.
Normalmente eu consigo em torno de 6 horas de tela com o iPhone 6 no Wifi, com o S7 conseguia cerca de 4 horas.

4- PERFORMANCE

Por ter sido lançado em 2014, o iPhone 6 têm desempenho similar aos flagships de sua época como o Z3, Galaxy S5 e Xperia Z3, usando no dia a dia, é notável que alguns apps como Facebook e Twitter demoram um pouco para abrir, cerca de 2 ou 3 segundos, mas no geral o desempenho é muito bom, superando muitos intermediário da atualidade como Moto G5, Galaxy A, Galaxy J, etc.
Uma observação é que se a bateria do aparelho estiver ruim, ele fica mais lento, a Apple disse que irá alterar isso no iOS 11.3, mas foi um escândalo que estourou recentemente, onde a Apple foi pega deixando os aparelhos mais lentos, onde ela alegou que era para a bateria manter a durabilidade, o problema é que ela não avisava os usuários.
Eu fiz um teste com dois iPhone 6, um com a bateria boa e outro com a bateria ruim e é visível a diferença em velocidade, o que está com a bateria nova faz cerca de 80.000 pontos no Antutu, contra 50.000 do que está com a bateria ruim, indicando que o celular está com 60% do desempenho original. trocando a bateria o desempenho volta ao normal.

5- MULTIMIDIA
O iPhone é excelente para músicas e videos, principalmente a versão PLUS, hoje temos muitas opções como VLC, NETFLIX, YOUTUBE, PRIME VIDEO, etc. É comum ouvir o relato de pessoas que ao optarem pelo iPhone 6 plus, abandonaram o iPad ou outros tablets para consumo de mídia.
Hoje temos muitas opções para música  como Apple Music, Deezer, Spotify e todos permitem o uso de música offline. Um coisa que eu adoro do iOS é que independente do app que você use para ouvir músicas ou videos, a interface para controle é sempre a mesma. Outro item importante é que ao ajustar um timer, você pode definir para PARA A REPRODUÇÃO, assim por exemplo, você pode ir dormir ouvindo música e programar para desligar a musica em 30 minutos por exemplo, no Android para fazer a mesma coisa é obrigatório o uso do app Sleep Timer.

 6- CÂMERA


   No lançamento o iPhone já tinha uma câmera inferior aos concorrentes e hoje a diferença é ainda maior.
   Embora a câmera seja inferior aos concorrentes, ela não é ruim, hoje ela fica abaixo até de alguns intermediários como a linha A da Samsung e linha Play da Motorola, mas ela ainda pode ser considerada uma boa câmera, a qualidade geral das fotos é boa, durante o dia ela não deixa a desejar, o problema mesmo é com pouca luz, outro problema é que em 2014, as selfies não eram tão importantes quanto hoje, então a câmera de selfie é de apenas 1.2MP, mesmo assim ela tira fotos razoáveis, melhor que muitos intermediários como o Moto G4 por exemplo.
   A estabilização digital da Apple é uma das melhores, tanto que fotos e videos, acabam surpreendendo, já tive em várias ocasiões onde o iPhone 6 conseguiu tirar fotos melhores que o G4 e o A5 2017, principalmente fotos com pessoas em movimento. O foco do iPhone 6 é por detecção de fase e é boa. A câmera também faz panoramas que são superiores aos de muitos celulares mais potentes e permite fazer timelapses e videos em câmera lenta, eu fiquei admirado ao ver que os videos em câmera lenta, ficam superiores aos videos câmera lenta dos S7, a qualidade geral fica superior no iOS, no S7 há artefatos em volta do assunto, dando a impressão que o video foi feito em uma resolução menor e depois foi feito upscaling.
Como hoje a maioria das fotos são vistas em celulares, o iPhone 6 acaba tendo uma câmera boa para fotos em geral, alguns aplicativos como Snapchat por exemplo, são voltados para iOS e possuem desempenho superior mesmo quando comparados a aparelhos Android mais potentes.

7- CONCLUSÃO

Para quem está com o orçamento apertado, existe outra opção para entrar no mundo do iOS, que é o iPhone SE, o iPhone "pequeno" possui tela menor de apenas 4", porém é mais potente que o iPhone 6, além de ter o dobro da memória RAM, hoje tanto o SE quanto o iPhone 6, custam em torno de R$1000/1200 usados e o iPhone SE 32GB novo está na faixa de R$1400/1500. Eu comprei um em Outubro de 2017 e usei até Janeiro de 2018, troquei basicamente pela tela, eu não costumo jogar no celular (uso o iPad), mas para navegar na internet o SE atualmente possui a tela pequena, alguns problemas já começam na própria interface que é feita para os celulares mais novos, o que deixa alguns botões apertados na telinha do SE. A câmera dele é bem superior (no mesmo nível do S7), o desempenho é superior e a melhor coisa do SE é a bateria.
Atualmente uso o iPhone 6 e estou gostando bastante, nos primeiros 4 ou 5 dias sentia ele mais lento que o SE e S7, mas após esse tempo já acostumei e hoje não noto tanta diferença. Com bateria nova o iPhone 6 tem pelo menos mais uns 2 anos de uso tranquilo, pois o 5S ainda está recebendo atualizações, acredito que pare esse ano e o iPhone 6 deve continuar recebendo atualizações até o ano que vêm, parando só em 2020.
Se tiverem dúvidas ou sugestões, só avisar nos comentários.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Análise do Xiaomi Redmi Note 3 Pro

REVIEW DO XIAOMI REDMI NOTE 3 PRO


FICHA TÉCNICA:
Data de lançamento: Fevereiro de 2016
Sistema Operacional: Android 5.1.1
Tela: 5,5" com resolução de 1080p (Full HD)
Câmeras: Traseira de 16mp (video em 1080p) e frontal 5mp (video em 1080p).
CPU: Snapdragon 650 (4x1.4 GHz Cortex-A53 & 2x1.8 GHz Cortex-A72)
GPU: Adreno 510
RAM: 2 ou 3GB
Armazenamento: 16 ou 32GB com slot de cartão SD
Bateria: 4050mah com suporte à carregamento rápido.
Extras: Possui leitor de digitais.

INTRODUÇÃO

   É dificil quem procurando por um celular no Mercado Livre, OLX ou no Google, não tenha se deparado com o Redmi Note 3.
   O primeira versão foi lançada na virada de 2015 para 2016 e vinha com um Processador Helio X10 (Octacore de 2,0Ghz) e com uma câmera de 13mp, depois em fevereiro de 2016 a Xiaomi lançou a segunda versão, conhecido por alguns como Redmi Note 3 Pro.
   A Xiaomi chegou ao Brasil em 2014 e infelizmente veio com uma estratégia equivocada, trouxe aparelho antigos e acabou não alcançando os resultados esperados, muitos dizem que ela já desistiu do Brasil, mas ela diz que não, que está apenas "esperando", porém ninguém sabe o que, ela espera.
   Quando chegou ela trouxe ao Brasil o Redmi Mi 2, que chegou pra concorrer com os intermediários como o Moto G, ela também lançou alguns acessórios como Power Banks, cabos, etc, mas depois do Mi 2 não trouxe mais nenhum aparelho oficialmente, hoje quem procurar um Redmi 3, Note 3 ou um dos recém lançados Mi 5, Note 5, precisam recorrer aos importadores. 
   Além do Mercado livre, OLX e lojas online, muitos amigos e conhecidos têm comprado os celulares das chinesas Xiaomi, Meizu e Oppo, pelos sites da Gearbest e mais recentemente da Bangood, inclusive elas até suportam parcelamento para o Brasil, note que os valores desses sites, são sem IMPOSTOS, normalmente o aparelho é taxado, então o celular que é R$400/450 acaba chegando na faixa de R$650/750. No Mercado Livre/OLX é comum encontrar os celulares na faixa de R$900/1000.

UNBOXING

   Ao abrirmos a caixa, o conteúdo é bem, espartano, vêm o aparelho, carregador e cabo, assim como os Nexus, ele não vêm com o fone de ouvido.




   O Redmi Note 3, têm o visual muito parecido com o do Redmi Note 2, porém o 2 era em plástico e o 3 é inteiro em alúminio, o visual e a construção são muito bons, têm uma certa lembrança do iPhone 6/6S. 


   O sensor de impressões digitais é na parte traseira, lembrando a posição do Nexus 5X. Embora o corpo seja de metal, as partes superior e inferior são em plástico, mas como são pintadas na mesma cor do alumínio, há pouca diferença entre elas. 
   Na parte superior ficam a entrada de fone, o sensor infravermelho, na traseira a lente da câmera, o flash duplo e o leitor de digital.
   Na frente ficam os botões na parte inferior da tela, a frente é inteira de vidro. Na esquerda fica a entrada dos dois chips que é hibrida, ou seja, se você for usar um SD CARD, não poderá usar um segundo chip.

Na parte inferior ficam o microfone e a entrada do carregador USB.


O celular em geral é muito bonito, têm um acabamento excelente e pesa cerca de 164 gramas, bem leve pro seu tamanho.

TELA

   O display do Redmi Note 3 é  um IPS LCD, bem parecido com o display do Redmi Note 2, com o tamanho de 5,5" e resolução de 1080p, ele tem uma densidade de 403dpi, lembrando que acima de 300dpi é o ideal, então nesse quesito o Redmi Note 3 funciona muito bem para o consumo de mídia e até para o VR com o Google Cardboard por exemplo.

BATERIA

   O GSMARENA testou o Redmi Note 3 e ele obteve o indice de 93hrs de bateria, conseguindo 21h412m de conversação, 12h55m de navegação online via Wifi e 12h56m de playback tocando um video.


No site do GSM ARENA tem um comparador, que permite comparar o tempo de bateria do Note 3 com outros aparelhos, quem quiser mais detalhes sobre o teste pode visitar o site, mas a marca de 93hs é muito boa, por exemplo S7 e o iPhone 7 que são os tops do momento conseguiram respectivamente 80h e 61h.

SOFTWARE



O Redmi Note 3, usa uma versão modificada do Android Lollipop 5.1.1 com a interface MIUI 8. Essa interface, retira a gaveta de aplicativos, então tudo que você instala vai direto para a HOME, as modificações são bem profundas, alguns aparelhos tem os serviços do Google, substituidos por serviços da Xiaomi, inclusive ao comprar online, pergunte pro vendedor ou leia as qualificações do produtos, pois alguns modelos vêm sem a Play Store, sendo necessário instalar uma ROM GLOBAL.
O leitor de digitais é rápido e a esta sempre ativo, mesmo com a tela desligada, se você colocar o dedo no leitor, ele desbloqueia o aparelho.



   A interface suporta temas, o aparelho vê com cinco temas, outros podem ser baixados.
   A Xiaomi também oferece o serviço Mi Cloud que funciona similar ao iCloud e ao Google Drive, armazenando até 5GB de dados.

PERFORMANCE

   Aqui chegamos na parte mais procurada da maioria dos reviews, a performance, enquanto a primeira versão do Redmi Note 3 tinha um Helio X10 da Mediatek, essa versão que testamos vêm com o Snapdragon 650 que é um Hexacore, com dois núcleos rodando em 1,8Ghz e 4 em 1,4Ghz, além da CPU o SOC possui uma GPU Adreno 510.

   No teste multicore o Redmi teve um desempenho muito bom, ultrapassando até o LG G4 que foi o top da LG na geração anterior e usa um Snapdragon 808.


   No teste single core, o Note 3 surpreende mais umas vez ultrapassando até o S6, chegando perto do LG G5 (lembrando que o G5 do teste é o internacional e não a versão capada vendida no Brasil).

   No Antutu o aparelho surpreende mais uma vez e atinge mais de 75 mil pontos, muito bom o trabalho da Qualcomm nessa versão do Snapdragon.


O GFX 3, exibe uma demo de jogo, nesse teste o Note 3 alcançou 14 quadros por segundo (FPS) encostando no S6 e no Xperia X.

CAMERA

O Redmi Note 3 têm uma câmera principal de 16Mp com auto foco com detecção de phase e abertura de f2.0. A interface é simples.

   E possui controles deslizantes (toggles) para o HDR, video e flash. A interface possui três paineis, o padrão que mostra o viewfinder, o botão de disparo, o botão do flash e o botão para alternar para a câmera frontal. Um deslizar de cima para baixo da a opção de 12 filtros com preview ao vivo. 

   Deslizando de baixo para cima, mostra o modo avançado, que inclui os modo panorama, timer, cenas, etc. O modo manual só oferece ajustes de ISO e balanço de branco, o ajuste para ativar o reconhecimento de face, fica dentro dos ajustes da câmera.

As fotos do aparelho são muito boas, possuem bastante detalhes e pouco ruido, o balanço de branco é bom, porém as cores são um pouco lavadas.

Se quiser ver as fotos em tamanho grande clique AQUI para ver as fotos originais no GSM ARENA.
Habilitando o HDR melhor bastante as fotos, além de realçar as sombras, as cores ficam mais saturadas e a foto no geral fica mais vivida.


   O panorama deixa muito a desejar enquanto alguns celulares conseguem tirar panoramas com até 60Mp, o panorama do Redmi Note 3 sai na resolução de 1720x808. Se quiser tirar panorama é recomendado baixar o Câmera do Google, que permite panoramas com resoluções bem maiores.

A câmera frontal é boa, mas a Samsung fez escola e as selfies acabam saindo com o efeito "beleza" aplicado, o que deixa a pele meio "aveludada".

O aparelho suporta video em 1080p@30fps 


E também tem um modo slowmotion, porém no lugar de gravar em fps alto como os iphones e galaxies que gravam em até 240fps, a Xiaomi faz a gravação em 720@16fps.
No geral a câmera é boa, de dia supera vários concorrentes, porém com pouca luz ela deixa um pouco a desejar, mas nessa faixa dos intermediários ela é acima da média.

CONCLUSÃO


   O custo beneficio do Redmi Note 3 Pro é indiscutivel, conseguindo aliar, preço bom com boas especificações de hardware, levou a Xiaomi a crescer na Ásia e atualmente já começa a incomodar grandes marcas, no Brasil o único contra é a falta de assistência oficial, pois a Xiaomi brasileira, só presta suporte pro Redmi Mi 2, unico modelo vendido oficial aqui. Na sua faixa de preço, ele tem uma das melhores câmeras e um excelente desempenho, só cuide ao comprar, para ver se a versão que você esta em mão é a Snapdragon ou a Mediatek.

Atualmente os principais concorrentes do Note 3 PRO são:


Meizu M1 Note Metal: Esse tem especificações parecidas com o primeiro Redmi Note 3, com a mesma tela, leitor de digital e o mesmo processador Helio X10, a câmera é de 13Mp. No Brasil, a revenda do Meizu é pior que a revenda do Xiaomi, nas lojas Gearbest e Bangood o Meizu M1 Metal custa a mesma média do Redmi Note 3 Pro, cerca de U$175,00.

Lenovo K5 Note: Esse possui o chipset Helio P10, câmera de 13Mp e leitor de digital, no Brasil tem revenda mais fácil que o Xiaomi, porém não foi lançado oficialmente aqui, nas lojas Gearbest e Bangood, o K5 Note custa mais que o o Redmi Note 3 Pro, cerca de U$200.



Galaxy J7 Metal: No Brasil o unico concorrente oficial é o Galaxy J7 Metal, porém ele tem CPU Exynos 7 que possui um desempenho inferior, sua câmera é de 8Mp, No Brasil ele custa oficialmente R$1599,90, porém sempre aparece em promoções por R$1050/1100.