Mostrando postagens com marcador Xiaomi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Xiaomi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Review do XIAOMI MI 6: "O Alpinista Social".


ATENÇÃO: Esse Review é uma tradução do review do GSM ARENA que considero o melhor site de avaliação atualmente. Se quiser ler o review e ver os samples de fotos e videos, pode acessar o review original em inglês no site do GSM ARENA.

1- INTRODUÇÃO

   A XIAOMI diz que ele é o resultado de 7 anos de refinamentos de produção, e que se orgulha do trabalho bem feito. Arrogância? Talvez e surpreendentemente, não é completamente infundada. Uma tela de 5 polegadas e um corpo bonito de metal e vidro, uma câmera com zoom óptico de 2X, um Snapdragon 835, o Xiaomi MI 6 têm virtudes e bem... modestia não é uma delas.

   A sexta geração vêm cheia de características premium, mostrando que a Xiaomi está querendo brigar com cada um dos flagships atuais, o novo Snapdragon 835 pode ter sido a única opção, nenhum outro teria encaixado tão vem no novo celular da empresa.

   Para ser justo, a Xiaomi renovou o design da série e adicionou resistência a água. A dupla de câmeras com 12MP traseira com uma lente frontal grande angular, é a aposta da Xiaomi no que parece ser a ultima moda no mundo dos smartphones, tudo isso ao custo da entrada de fone de ouvido, se a Apple pode retirar... o que dissemos sobre modéstia?

   Com uma mistura de novas carácterísticas populares, o novo Xiaomi MI 6 com certeza vai pisa no calo de muitos flagships atuais, e com certeza parece uma oferta que você não pode recusar. Mesmo o modelo premium, custa metade do valor normal de marcas conhecidas, e nós estamos falando de acabamento em cerâmica e anéis de câmeras banhado em ouro 18 quilates.

   Há muitas similaridade com um certo smartphone de Cupertino, como a falta do conector de fone de ouvido, resistência à água e uma lente grande angular para retrato, assim como os novos alto falantes estéreos. Não que esses upgrades não sejam bem vindos, mas parece que o novo MI, pela primeira vez, está tentanto ser muito "legal", ao contrário de jogar com suas próprias forças, o que é óbvio ele têm de sobra.


2- FICHA TÉCNICA:

CORPO: Vidro com bordas de aço.
TELA: 5,15" LCD IPS, 1080P com suporte ao HDR;
OS: Android v7.1 Nougat com MIUI 8.2
CHIPSET: CPU: Snapdragon 835 octacore (4x2.46GHz +4x1.9GHz), GPU: Adreno 540;
MEMÓRIA INTERNA: 64GB/128GB 
MEMÓRIA RAM: 6GB de RAM
CÂMERAS: Duas câmeras traseiras de 12MP (grande angular com F/1,8 + Telephoto F/2,6), estabilização óptica de 4 eixos, dual flash led, detecção de phase, grava em 4K. Câmera frontal de 8MP com lente grande angular, grava em 1080p.
SIM: Dual chip (nano)
CONEXÕES: 4G, BT 5.0, NFC, USB-C, IR, GPS, GLONASS, BEIDOU.
BATERIA: 3230MAH com suporte o Quickcharge 3.0
EXTRAS: Resistente a água, leitor de digitais, alto falantantes estéreos.

3- PONTOS NEGATIVOS:

- Tela 1080P é inferior a maioria dos outros flagships (embora não seja um problema);
- Falta de entrada para fone de ouvido (adaptador incluido);
- Resistente à espirros de água e não a submersão;
- Não possui entrada para micro-SD;
- Não está disponível oficialmente no Brasil, o ágio cobrado pelos "muambeiros", diminuiu a competitividade do preço.

   O MI6 perdeu a entrada do fone, para ter uma bateria maior, o que também facilitou para a XIAOMI, o foco em tornar o aparelho a prova d´água. Desmontagens recentes, mostram que a XIAOMI protegeu bem o MI 6 contra água, embora a entrada USB não tenha qualquer tipo de protetor como o usado nos XPERIAS e no GALAXY S5, porém a empresa só certificou contra espirros, a certificação IP68, poderia ter sido ainda melhor, para compensar a falta da entrada do fone de ouvido.
   O MI6 é redefinição do flagship de baixo custo, o smartphone mais poderoso e o mais ambicioso câmera fone da Xiaomi, parece que a jornada vai ser empolgante, continue conosco, enquanto vamos olhar mais de perto um dos celulares com melhores visuais que já passou por aqui, talvez um pouco familiar demais se você entende o que estou falando.

4- UNBOXING:


   Ao abrir a caixa, temos o celular, uma capa, o carregador (compatível com o QC3.0), o adaptador USB-C / Fone de ouvido e um cabo USB tipo C.
Como já é comum com a Xiaomi, o aparelho não acompanha um fone de ouvido.

5- QUALIDADE DE CONSTRUÇÃO:

   O Mi 5 ganhou o coração de muitos usuários no último ano, com seu design todo em vidro, leve e estiloso. Mesmo com a construção frágil, ele continua aparecendo em nossas listas de recomendações, não apenas pelas suas características, mas pelo seu visual também. Este ano a Xiaomi melhorou todos os poucos erros e o Mi 6 continua a ter um estilo bonito e uma boa qualidade de construção.


   O Mi 6 ganhou 40g, e a maioria desse peso vêm da moldura em aço e da bateria. Ao contrário do Mi 5, o Mi 6 não irá entortar sob pressão e é um dos melhores celulares construidos em vidro, lançado esse ano.


   A novidade é que a parte traseira, agora usa o Gorilla 5, a Xiaomi chama esse estilo de 3D curvado em 4 lados, as bordas fluem ao redor do aparelho e continuam suavemente até terminarem na borda de metal, embora a mudança visual não seja tão grande, sabemos o desafio que representa para a engenharia, e o aro metálico é bonito, o que agraga uns pontos ao estilo. A peça de Gorilla 5 também cobre a frente do Mi 6, mas a curva é mais sútil, similar a do iPhone 7, o botão home é "escavado" direto no vidro e não possui o anel metálico como no Mi 5. Os anéis metálicos ficam exclusivos para as câmeras, se você comprar a versão CERAMIC, os anéis da câmera virão banhado em ouro.


   Xiaomi optou por um aro de aço brilhante, que complementa o desenho, independente da versão (vidro ou cerâmica), porém como todo acabamento brilhante, ele é propenso à impressões digitais, assim como o celular de forma geral, mas no que se refere ao visual, o Mi 6 é impressionante.

6- TELA

   A tela do Mi 6 não impressiona, pois desde o LG G3, acostumamos a ver telas 2K e recentemente até 4K em celulares, porém o LCD IPS 1080p do MI 6 é de excelente qualidade, sob o sol a tela alcança 600 nits de brilho, para efeito de comparação o iPhone 7  e o Galaxy S8 alcançam cerca de 650 nits.
   O contraste da tela, ficou abaixo do esperado, a Xiaomi anuncia um máximo de 1500:1
Mas nos testes, chegou a no máximo 1300:1 o que deixou os pretos não tão pretos. Para comparação o iPhone 7 que também usa um IPS LCD, chega até 1650:1 e o Galaxy S8 têm contraste infinito (pois o Amoled pode desligar os pixels).

7- BATERIA

   O celular têm uma bateria selada de 3350, uma capacidade 10% maior que a do Mi 5, o smartphone suporta o Quick Charge 3 que enche a bateria até os 55% em 30 minutos.

Nosso teste apontou um score de 80h, que surpreendentemente é menor que o score do Mi 5. A culpa parece ser do maior consumo em standby, pois nos três testes individuais, ligações, navegação na internet e video, ele foi superior, esse consumo incomum em standby, provavelmente poderá ser corrigido, via atualização.

8- SOFTWARE

   O Mi 6 vêm com uma versão do Android Nougat, coberto pela MIUI 8.2, essa é uma das versões mais alteradas do Android, isso ocorre pois o foco do aparelho é a China e lá, não possui os serviços do Google, usando os serviços da própria Xiaomi como o Mi Cloud, Mi Account, etc. Porém existem várias roms que permitem usar os Google services, lojas como Gearbest e Banggood, vendem versões já com os serviços do Google instalados.
Para quem não conhece, a MIUI não possui a gaveta de apps, todos ficam direto na HOME, assim como no iOS.

9- PERFORMANCE

   O Mi 6 vêm com o ultimo Snapdragon 835 da Qualcomm, ele possui um CPU Octacore (4x2.46GHz and 4x1.9GHz), sua CPU é a Adreno 540 e ele possui 6GB de RAM.
Ao contrário da maioria dos flagships atuais, o Mi 6 continua usando uma tela de 1080p, o que dá uma certa vantagem sobre a concorrência, nos testes gráficos.


   De ínicio, vamos usar o GeekBench 4, vemos que a Apple continua reinando em processamento single core, mas o Kryo 280 do Snap 835, têm o melhor desempenho entre os Android atuais.

   Porém a Apple fica um passo atrás, quando os 4 cores do Kryo 280 trabalham unidos. O Snapdragon 835 têm um dos processadores mais poderosos já lançados no mercado mobile, ficando no mesmo nível do Exynos 8895 Octa da Samsung.

   Na parte gráfica, nossos testes mostram que o Adreno 540 é uma das melhores GPU do cenário mobile atual. Teste offscreen do GFX confirma isto, colocando a GPU do Mi 6 no topo.


   Com a vantagem da resolução menor, o Mi 6 impressiona ainda mais nos testes com a tela ligada, alcançando até o iPhone 7, que roda com uma resolução inferior (750p contra os 1080p do Mi 6).


   O Basemark X e ES 3.1, nos mostram uma perspectiva diferente, ambos possuem teste on e offscreen e nos dão uma compreensão melhor da performance da GPU. O Mi 6 fica levemente abaixo do Mali G71 MP20 que embala os Galaxy S8, mas continua com desempenho muito acima da média.

   Rodamos o Basemark OS II que test CPU, GPU, RAM, INTERNET e performance do OS. Aqui o Mi 6 venceu cada um dos testes e ocupou o topo dos gráficos, o Snapdragon 835 não é igual o Exynos da Samsung, mas a resolução 1080p ajudou o Mi 6 contra a família S8.



   O popular Antutu 6, também coloca o Mi 6 no topo, nele o aparelho da Xiaomi, venceu cada um dos testes propostos.


   O que falta na contagem de pixel no Mi 6, sobra em performance. Não há nada que o Mi 6 não consiga roda no momento e ele deve continuar um "performance-proof" por alguns anos, não há nenhum app que cause lag no Mi 6 por nenhum motivo, coisa que não podemos dizer do S8 e do G6.


   Mas ele esquenta? Não, durante os nosso teste ele aqueceu levemente, mas nada excessivo, a Xiaomi e a Qualcoom, fizeram um excelente trabalho com o celular, na parte de dissipação de calor, o ponto de calor mais alto, foi durante o Pokemom GO, mas nada alarmante.

10- AUDIO

Os alto falantes estereos do Mi 6 alcançaram a marca "muito bom" em nossos teste de altura do som, a marca é consistente com o que medimos com o Mi 5. O som é rico e cristalino, com bons graves e agudos limpos.

O player do MIUI é um app customizado, com uma interface simples, têm alguns efeitos legais, transições e elementos transparentes, especialmente na seção NOW PLAYING, que suporta letras das músicas.

Além dos equalizadores que podem ser usados com qualquer fone de ouvido, há uma opção chamada Mi Sound Enhancer, porém fica restrita aos fones da marca Xiaomi.



Plugando um par de fones de ouvido, diminuiu um pouco a qualidade do audio e apareceu uma leve intermodulação (que só é detectado com equipamentos específicios, como os nossos). A saída permaneceu excelente e o volume alto, uma performance muito boa no geral.

11- CÂMERAS

Para ver as fotos em alta resolução, acesse o site do GSM ARENA

   A Xiaomi tem usado diferente sensores e ajustes por um tempo, o Mi 5 tinha um bom estabilizador de 4 eixos, com um sensor de 16MP, o Mi 5s trocou a estabilização, por um sensor com 12MP e pixels que permitiam a entrada de mais luz e o Mi 5s plus, usou dois sensores de 13MP, um colorido e outro preto e branco (similar ao Huawei P9).

   Agora o Mi6 volta no trêm das câmeras duplas, mas troca o sensor monocromático por um telephoto, basicamente trocaram a idéia da Huawei pela idéia da Apple.
   A câmera comum grande angular do Mi 6 têm o sensor Sony IMX386 de 12MP de 27mm e abertura de F/1.8, com pixels grandes de 1,25µ. A estabilização de 4 eixos que nós vimos no Mi 5, volta com o IMX 386. O sensor telephoto de 12MP, não teve o fabricante revelado, mas suas especificações são familiares, pixel de 1µ, 56mm e abertura de f/2.6, similar ao que a Apple usa no 7 Plus, essa câmera não possui estabilização.

   A interface da câmera é simples e possui seletores para HDR, modo retrato, flash, 2x telefoto e video.

FOTOS DIURNAS

   O Mi 6, assim como o Mi 5, tira fotos rapidamente, as fotos possuem um grande nível de detalhes e os ruídos são mantidos sob controle, o balanço de branco é acurado e nós gostámos das cores vívidas. O alcance dínamico é alto sem precisar depender do HDR, não há desfoque nos cantos da imagem também e nós ficamos impressionados com a apresentação das folhagens.

   A câmera Telephoto também faz um excelente trabalho com boa luz e é útil quando você precisa de um pouco de zoom. Sua qualidade é parecida com a câmera principal e as imagens possuem muitos detalhres e as mesmas cores, alcance dinámico, porém as imagens perdem um pouco da nitidez e são tiradas com uma velocidade um um pouco maior que as fotos comuns,  usam um ISO mais alto, o que em alguns casos pode gerar ruídos.
   A lente telephoto não possui estabilização, mas você dificilmente precisaria, pois quando a luz diminui, o celular para de usar a segunda câmera e fica só na principal, exatamente  a mesma coisa que o iPhone 7 plus faz, é claro que nesses casos, o zoom passa a ser digital e deve ser evitado, pois é basicamente uma foto normal, cortada.

HDR

   O Mi 6 têm um amplo alcance dinâmico em sua câmera principal, mas há ocasiões em que você vai querer usar o HDR, o celular faz um bom trabalho clareando as sombras, mas em alguns casos, as partes iluminada pode ser comprometidas no processo.
POUCA LUZ

   As fotos ao entardecer, sairam boas, com pouco ruído e cores detalhadas, a estabilização e a abertura maior, ajudou o Mi 6 a produzir fotos com um bom nível de detalhes e cores naturais, porém os ruídos aumentaram consideravelmente, embora ainda sob controle.


   As fotos sairam boas em uma variedade de cenas, ao tirar as fotos a velocidade de abertura vai até 1/12s, mostrando que o estabilizador, não está fazendo um trabalho tão bom, mesmo assim, a maioria das fotos sairam boas.
O Mi 6 chegou a velocidade ainda menors como 1/4s, mas somente em modo manual, não é tanto como outros celulares que oferecem tempos de exposição maiores, mas se você precisar, pode baixar um app de longa exposição na Play Store.

   

   Assim como a Apple, a Xiaomi que que você use a câmera telephoto somente com luz boa e principalmente para paisagens, devido a sua abertura menor de f/2.6, a falta de estabilização óptica e sensor menor, essa câmera não é ideal para capturar fotos com pouca luz.
Quando a luz está fraca e você tenta usar o 2X mode, o Mi 6 usa o zoom digital, pode parecer ruim, mas essa foto "cropada" é com certeza melhor do que a foto que você teria da lente telephoto nessas condições, o iPhone 7 plus, usa a mesma tática quando você tenta usar o zoom com pouca luz.

MODO RETRATO

   O modo retrato usa a lente telephoto e alguns truques de software para criar fotos com falso efeito bokeh e artificialmente borrar o background, lembrando o que ocorre naturalmente quando você usa uma lente com um abertura grande em uma câmera com sensor maior. Esse é basicamente o mesmo efeito que a Apple trouxe para o iPhone 7 Plus, inclusive o texto no viewfinder é idêntico ao do iPhone 7 plus, embora hoje seja mais comum no iPhone 7 plus, a HTC introduziu esse efeito com a ZOE no M8 e a Huawei aperfeiçou e tornou ele mais natural com o P9.


   O Mi 6 usa a combinação das duas câmeras, para mapear a distância de todos os objetos na cena e tentar isolar o objeto em frente, borrando o fundo, funciona melhor quando usado em ambientes bem iluminados com um assunto que se destaque bem do fundo, o software é facilmente enganado quando o fundo têm uma luz forte ou muita coisa na cena.

   O Mi 6 tira fotos mais rápido que o 7 plus, porém a câmera demora mais tempo lendo a cena e ajustando o efeito, as fotos do exemplo, sairam muito bonitas, com o efeito quase sempre bem aplicado. Em alguns casos o algoritmo borra o cabelo ou a orelha, mas esse é um erro mais do modo que o efeito é aplicado e não um problema do Mi 6 em si.

PANORAMA


   Você pode fazer panoramas com 180 graus, fazer o panorama é simples e a resolução é alta (até 64MP com 4000px de altura), a qualidade de imagem é muito boa e há são muito detalhadas, as cores são excelente e não a sinais de encaixe ruim, o alcance dinâmico é bom e o contraste também. As fotos são levemente menos nítidas que as fotos normais (mostrando um excesso de processamento) e a folhagem não é tão detalhada, mas dado a alta resolução, o resultado é acima da média.
   Também testamos a câmera de selfie, as imagens são excelentes, com muitos detalhes e alcance dinâmico acima da média.

VIDEOS

   Para videos temos as opções de 4K@30fps, 1080p@30fps e se quiser câmera lenta 720p@120fps, não há modo de 1080p@60fps, que ajudaria em cenas com bastante movimento.
   A qualidade do video é bom, mas nada incomum, os detalhes são razoáveis e o alcance dinâmico fica na média, o frame rate é solido e o video possui boa estabilidade, graças ao OIS.
   A qualidade do audio normal, porém apresenta traços de compression, a qualidade piora com som alto, como em show, buzinas de carros, muita gente com burburinho, etc.




Os videos em 4K são gravados com bitrate de 42Mbps e os videos em 1080p são gravados com 20Mbps. A estabilização funcionou muito bem nos videos em 1080p, mas quando gravamos o video em 4K, notamos que a estabilização não foi tão efetiva, sentimos falta da estabilização dos flagships, que combinam o OIS com uma solução por software.

12- CONCLUSÃO

   Xiaomi tentou colocar tudo que está em alta agora em uma pacote com um custo menor e o resultado é que o Mi 6 é um celular incrível pela sua faixa de preço, a Xiaomi não é humilde, chamando os grandes nomes para a briga, mas comparando visuais e configuração, o Mi 6 é com certeza o melhor Mi já lançado.
   O Mi 6 alcança o sucesso onde outros falharam e não apenas no papel. Ele têm o poder de processamento,o melhor design, uma câmera muito boa, bateria solida, som de qualidade, com certeza a resolução poderia ser melhor, mas isso iria afetar a performance, a tela de 5,15" têm uma qualidade razoável e a resolução 1080p ajuda a extrair cada gota de performance do Snapdragon 835.
   Não é apenas o design que a Xiaomi "emprestou" da Apple, o setup das câmeras, os alto falantes estéreos, são uma resposta direta ao iPhone 7 Plus, no geral o Mi 6 oferece tudo que os flagships atuais possuem, sejam Android ou iOS.
   Será que a Xiaomi trocou sua identidade, por uma entrada pro clube de elite? A Xiaomi não têm sido sútil sobre o Mi 6, inclusive em anúncios eles falam que é o primeiro celular com 5,15" com duas câmeras que você pode pegar pela lado errado se não estiver prestando atenção, fazendo clara alusão a sua tela.
   Não podemos culpar a Xiaomi pelo marketing, algumas regra precisam ser "contornadas" para oferecer esse pacote, nesse preço. Então Apple, Huwaey e LG, podem até sorrir ao falar do primeiro setup dual câmera, mas ao oferecer o celular nesse preço, a Xiaomi está rindo por último.

13- CONCORRENTES

   O iPhone 7 plus foi o primeiro a trazer o setup de câmeras duplas e ser bem sucedido, mas com o preço de um terço do iPhone, poucos terão o que escolher entre os dois, o Mi 6 foi construído com um certo grupo de consumidores em mente, vamos ver se terá o resultado esperado.

   O P10 empata na maioria das especificações com exceção da lente telephoto, que ele troca por uma lente monocromática. Porém adiciona a expanção de memória e um visual que para alguns é ainda mais bonito.

   O S8 chega com sua tela infinita e com 2K, seu Exynos é um pouco mais potente que o Snap 835. Não possui a segunda câmera, mas sua câmera é uma das melhores atualmente no mercado.
Outros concorrentes incluem o G6 que têm desempenho inferior e o XZ Premium, que têm uma câmera tão boa quanto a do S8 e levemente superior as câmera duplas do G6.








quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Análise do Xiaomi Redmi Note 3 Pro

REVIEW DO XIAOMI REDMI NOTE 3 PRO


FICHA TÉCNICA:
Data de lançamento: Fevereiro de 2016
Sistema Operacional: Android 5.1.1
Tela: 5,5" com resolução de 1080p (Full HD)
Câmeras: Traseira de 16mp (video em 1080p) e frontal 5mp (video em 1080p).
CPU: Snapdragon 650 (4x1.4 GHz Cortex-A53 & 2x1.8 GHz Cortex-A72)
GPU: Adreno 510
RAM: 2 ou 3GB
Armazenamento: 16 ou 32GB com slot de cartão SD
Bateria: 4050mah com suporte à carregamento rápido.
Extras: Possui leitor de digitais.

INTRODUÇÃO

   É dificil quem procurando por um celular no Mercado Livre, OLX ou no Google, não tenha se deparado com o Redmi Note 3.
   O primeira versão foi lançada na virada de 2015 para 2016 e vinha com um Processador Helio X10 (Octacore de 2,0Ghz) e com uma câmera de 13mp, depois em fevereiro de 2016 a Xiaomi lançou a segunda versão, conhecido por alguns como Redmi Note 3 Pro.
   A Xiaomi chegou ao Brasil em 2014 e infelizmente veio com uma estratégia equivocada, trouxe aparelho antigos e acabou não alcançando os resultados esperados, muitos dizem que ela já desistiu do Brasil, mas ela diz que não, que está apenas "esperando", porém ninguém sabe o que, ela espera.
   Quando chegou ela trouxe ao Brasil o Redmi Mi 2, que chegou pra concorrer com os intermediários como o Moto G, ela também lançou alguns acessórios como Power Banks, cabos, etc, mas depois do Mi 2 não trouxe mais nenhum aparelho oficialmente, hoje quem procurar um Redmi 3, Note 3 ou um dos recém lançados Mi 5, Note 5, precisam recorrer aos importadores. 
   Além do Mercado livre, OLX e lojas online, muitos amigos e conhecidos têm comprado os celulares das chinesas Xiaomi, Meizu e Oppo, pelos sites da Gearbest e mais recentemente da Bangood, inclusive elas até suportam parcelamento para o Brasil, note que os valores desses sites, são sem IMPOSTOS, normalmente o aparelho é taxado, então o celular que é R$400/450 acaba chegando na faixa de R$650/750. No Mercado Livre/OLX é comum encontrar os celulares na faixa de R$900/1000.

UNBOXING

   Ao abrirmos a caixa, o conteúdo é bem, espartano, vêm o aparelho, carregador e cabo, assim como os Nexus, ele não vêm com o fone de ouvido.




   O Redmi Note 3, têm o visual muito parecido com o do Redmi Note 2, porém o 2 era em plástico e o 3 é inteiro em alúminio, o visual e a construção são muito bons, têm uma certa lembrança do iPhone 6/6S. 


   O sensor de impressões digitais é na parte traseira, lembrando a posição do Nexus 5X. Embora o corpo seja de metal, as partes superior e inferior são em plástico, mas como são pintadas na mesma cor do alumínio, há pouca diferença entre elas. 
   Na parte superior ficam a entrada de fone, o sensor infravermelho, na traseira a lente da câmera, o flash duplo e o leitor de digital.
   Na frente ficam os botões na parte inferior da tela, a frente é inteira de vidro. Na esquerda fica a entrada dos dois chips que é hibrida, ou seja, se você for usar um SD CARD, não poderá usar um segundo chip.

Na parte inferior ficam o microfone e a entrada do carregador USB.


O celular em geral é muito bonito, têm um acabamento excelente e pesa cerca de 164 gramas, bem leve pro seu tamanho.

TELA

   O display do Redmi Note 3 é  um IPS LCD, bem parecido com o display do Redmi Note 2, com o tamanho de 5,5" e resolução de 1080p, ele tem uma densidade de 403dpi, lembrando que acima de 300dpi é o ideal, então nesse quesito o Redmi Note 3 funciona muito bem para o consumo de mídia e até para o VR com o Google Cardboard por exemplo.

BATERIA

   O GSMARENA testou o Redmi Note 3 e ele obteve o indice de 93hrs de bateria, conseguindo 21h412m de conversação, 12h55m de navegação online via Wifi e 12h56m de playback tocando um video.


No site do GSM ARENA tem um comparador, que permite comparar o tempo de bateria do Note 3 com outros aparelhos, quem quiser mais detalhes sobre o teste pode visitar o site, mas a marca de 93hs é muito boa, por exemplo S7 e o iPhone 7 que são os tops do momento conseguiram respectivamente 80h e 61h.

SOFTWARE



O Redmi Note 3, usa uma versão modificada do Android Lollipop 5.1.1 com a interface MIUI 8. Essa interface, retira a gaveta de aplicativos, então tudo que você instala vai direto para a HOME, as modificações são bem profundas, alguns aparelhos tem os serviços do Google, substituidos por serviços da Xiaomi, inclusive ao comprar online, pergunte pro vendedor ou leia as qualificações do produtos, pois alguns modelos vêm sem a Play Store, sendo necessário instalar uma ROM GLOBAL.
O leitor de digitais é rápido e a esta sempre ativo, mesmo com a tela desligada, se você colocar o dedo no leitor, ele desbloqueia o aparelho.



   A interface suporta temas, o aparelho vê com cinco temas, outros podem ser baixados.
   A Xiaomi também oferece o serviço Mi Cloud que funciona similar ao iCloud e ao Google Drive, armazenando até 5GB de dados.

PERFORMANCE

   Aqui chegamos na parte mais procurada da maioria dos reviews, a performance, enquanto a primeira versão do Redmi Note 3 tinha um Helio X10 da Mediatek, essa versão que testamos vêm com o Snapdragon 650 que é um Hexacore, com dois núcleos rodando em 1,8Ghz e 4 em 1,4Ghz, além da CPU o SOC possui uma GPU Adreno 510.

   No teste multicore o Redmi teve um desempenho muito bom, ultrapassando até o LG G4 que foi o top da LG na geração anterior e usa um Snapdragon 808.


   No teste single core, o Note 3 surpreende mais umas vez ultrapassando até o S6, chegando perto do LG G5 (lembrando que o G5 do teste é o internacional e não a versão capada vendida no Brasil).

   No Antutu o aparelho surpreende mais uma vez e atinge mais de 75 mil pontos, muito bom o trabalho da Qualcomm nessa versão do Snapdragon.


O GFX 3, exibe uma demo de jogo, nesse teste o Note 3 alcançou 14 quadros por segundo (FPS) encostando no S6 e no Xperia X.

CAMERA

O Redmi Note 3 têm uma câmera principal de 16Mp com auto foco com detecção de phase e abertura de f2.0. A interface é simples.

   E possui controles deslizantes (toggles) para o HDR, video e flash. A interface possui três paineis, o padrão que mostra o viewfinder, o botão de disparo, o botão do flash e o botão para alternar para a câmera frontal. Um deslizar de cima para baixo da a opção de 12 filtros com preview ao vivo. 

   Deslizando de baixo para cima, mostra o modo avançado, que inclui os modo panorama, timer, cenas, etc. O modo manual só oferece ajustes de ISO e balanço de branco, o ajuste para ativar o reconhecimento de face, fica dentro dos ajustes da câmera.

As fotos do aparelho são muito boas, possuem bastante detalhes e pouco ruido, o balanço de branco é bom, porém as cores são um pouco lavadas.

Se quiser ver as fotos em tamanho grande clique AQUI para ver as fotos originais no GSM ARENA.
Habilitando o HDR melhor bastante as fotos, além de realçar as sombras, as cores ficam mais saturadas e a foto no geral fica mais vivida.


   O panorama deixa muito a desejar enquanto alguns celulares conseguem tirar panoramas com até 60Mp, o panorama do Redmi Note 3 sai na resolução de 1720x808. Se quiser tirar panorama é recomendado baixar o Câmera do Google, que permite panoramas com resoluções bem maiores.

A câmera frontal é boa, mas a Samsung fez escola e as selfies acabam saindo com o efeito "beleza" aplicado, o que deixa a pele meio "aveludada".

O aparelho suporta video em 1080p@30fps 


E também tem um modo slowmotion, porém no lugar de gravar em fps alto como os iphones e galaxies que gravam em até 240fps, a Xiaomi faz a gravação em 720@16fps.
No geral a câmera é boa, de dia supera vários concorrentes, porém com pouca luz ela deixa um pouco a desejar, mas nessa faixa dos intermediários ela é acima da média.

CONCLUSÃO


   O custo beneficio do Redmi Note 3 Pro é indiscutivel, conseguindo aliar, preço bom com boas especificações de hardware, levou a Xiaomi a crescer na Ásia e atualmente já começa a incomodar grandes marcas, no Brasil o único contra é a falta de assistência oficial, pois a Xiaomi brasileira, só presta suporte pro Redmi Mi 2, unico modelo vendido oficial aqui. Na sua faixa de preço, ele tem uma das melhores câmeras e um excelente desempenho, só cuide ao comprar, para ver se a versão que você esta em mão é a Snapdragon ou a Mediatek.

Atualmente os principais concorrentes do Note 3 PRO são:


Meizu M1 Note Metal: Esse tem especificações parecidas com o primeiro Redmi Note 3, com a mesma tela, leitor de digital e o mesmo processador Helio X10, a câmera é de 13Mp. No Brasil, a revenda do Meizu é pior que a revenda do Xiaomi, nas lojas Gearbest e Bangood o Meizu M1 Metal custa a mesma média do Redmi Note 3 Pro, cerca de U$175,00.

Lenovo K5 Note: Esse possui o chipset Helio P10, câmera de 13Mp e leitor de digital, no Brasil tem revenda mais fácil que o Xiaomi, porém não foi lançado oficialmente aqui, nas lojas Gearbest e Bangood, o K5 Note custa mais que o o Redmi Note 3 Pro, cerca de U$200.



Galaxy J7 Metal: No Brasil o unico concorrente oficial é o Galaxy J7 Metal, porém ele tem CPU Exynos 7 que possui um desempenho inferior, sua câmera é de 8Mp, No Brasil ele custa oficialmente R$1599,90, porém sempre aparece em promoções por R$1050/1100.